Uma  londrina que viveu entre os anos de 1842 e 1906, Mary Putnam Jacobi  combateu o preconceito contra as mulheres se educarem da forma mais  incrível possível: se educando.

Mary Putnam Jacobi. Wikimedia Commons

Em  sua época os estudiosos do sexo masculino defendiam que se a mulher se  torna-se inteligente seu útero tornaria-se infértil devido aos esforços  dos estudos. Uma afirmação aparentemente surreal mas que eu diria que é  repetida inescrupulosamente e com outras embalagens no mundo atual.

Durante  seus estudos na escola de medicina, o que já foi um feito por si só,  realizou uma pesquisa para contrapor Clark, um professor da  universidade, que tinha publicado o estudo que afirmava existir ligação  entre infertilidade e inteligência feminina. Sua pesquisa continha  tantos dados e testes que acabou por ser aceita na sociedade como uma  resposta melhor do que Clark para a questão, melhorando a situação das  mulheres nessa questão.

Além  disso até seu pai provou-se um homem de época com mente fechada ao  tentar mantê-la fora da faculdade oferecendo o dinheiro gasto com os  estudos à ela como tentativa de arrancá-la de seu futuro. Acredito que  vocês já tenham visto isso mesmo na atualidade, infelizmente eu conheço  um caso similar bem pertinho de mim.

Uma  pessoa incrível que foi a primeira mulher aceita na escola francesa de  medicina em Paris, abrindo caminho para as próximas e que mesmo ao ser  diagnosticada com tumor cerebral, estudou a si mesma e publicou um  artigo sobre sua doença, como forma de pesquisa e em desafio às antigas  afirmações de que mulheres não poderiam estudar.

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Imagem da capa - Brianna Santellan - Unsplash