Não, eu não vim aqui para fazer você se sentir melhor ou ensinar truques para "destravar" a felicidade, estou aqui hoje para compartilhar o começo de uma discussão sobre falha e tristeza.

Pode parecer um pouco sombrio mas o que vem a seguir não é uma sugestão de que mergulhar profundamente  na falha ou cavar tristeza a dentro é bom/ruim. Apenas apresento um pedaço de percepção de uma pessoa que está tentando conviver com ambos sem se perder.

A verdade é que, embora eu ainda lute contra a aversão a falha, aceita-la é um caminho para transforma-la em coisas boas. Alguns podem dizer que para que isso seja verdade é necessário ser auto consciente e realizar auto avaliações continuamente. Eu digo que isso não tem tanta importância assim, eu apenas reconheço a falha como parte do processo. Algumas vezes ela se torna ouro, outras veneno.

Para começar, permitir-se falhar sem ser muito duro consigo mesmo no momento em que ocorre pode aliviar aquilo que considero ser a parte mais difícil: encarar a si mesmo. Machuca muito ter que fazer as pazes com aquele que começou a zona toda. Leva tempo, muito esforço e energia.

No fim, aceitando a falha e aceitando a si mesmo pode libertar o corpo e a mente para uma mudança do foco de tempo perdido em  longas horas de dor para um curto periodo de tristeza. Em seguida é possível aprender o que aconteceu, talvez de errado, seguir adiante e limpar o caminho para novos horizontes. Ou ao menos não acabar em situações piores.

Esses horizontes podem ser novas possibilidades, seja visualizando algo errado a menos para evitar ou aproximar-se um pouco mais de uma situação vitoriosa.

Concluindo, será que assim como eu já se perguntou “Estaria eu sozinho nesse buraco?”? Passei por muitas pessoas na vida real e virtual com questões e dúvidas similares, sofrendo em situações análogas. Scott Hanselman tem esse excelente post no qual ele discorre sobre ser um impostor (phony), quando o sentimento de falha é tamanho que a única conclusão é de que se é um impostor.

Qualquer que seja sua decisão, seja encara-la, enfrentá-la, livrar-se dela, lembre-se de que você não está sozinho e tudo bem sentir-se da forma que se sente, e deixo uma recomendação: não permita que as trevas o consumam.

Duas leituras para alimentar a mente advindas do BrainPickings:

Todos nos sentimos como impostores às vezes. Somos todos impostores. É assim que crescemos. Entramos em situações que são um pouco maiores do que conseguimos lidar, ou entramos um pouco envolvidos demais. E então conseguimos lidar com elas, e não somos mais impostores, e nos movemos para o próximo desafio.  Scott  Hanselman (tradução livre)

Foto da capa por John T - Unsplash